Na aula de 29/05 comentávamos sobre a falta de vontade política de fazer as coisas acontecerem. Isto, relacionado à coleta seletiva e reciclagem do lixo urbano. Pois bem, neste mesmo dia, o jornal Folha de S. Paulo publica a matéria cujo título "tomei emprestado" para esta postagem. A matéria comenta o que conversamos em sala de aula: a desorganização do poder público para lidar com o lixo produzido diariamente. Como a matéria é exclusiva para assinantes da Folha ou do UOL, tomei a liberdade de transcrever para o Blog.
Empresas reduzem coleta seletiva e misturam o lixo
Redução ocorre porque cooperativas não conseguem processar material
Sem ter onde deixar o lixo reciclável, empresas o recolhem junto ao comum; prefeitura admite falha
EVANDRO SPINELLIDE SÃO PAULO CRISTINA MORENO DE CASTROCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A coleta seletiva de lixo foi reduzida na cidade de São Paulo porque as 17 cooperativas de catadores conveniadas com a prefeitura não têm conseguido processar todo o material recebido. Assim, latas, papéis e outros produtos recicláveis, separados pelos moradores, vão parar nos aterros, misturados ao lixo comum.Os caminhões especiais da coleta seletiva chegam a recolher o lixo nas casas e depois estacionar em frente às cooperativas. Esperam horas para descarregar e, algumas vezes, retornam lotados para as garagens. A consequência são menos desses caminhões especiais nas ruas e, com isso, lixo reciclado recolhido pelos veículos comuns, misturado ao lixo não separado.Em média, as empresas Loga e Ecourbis recolhem 120 toneladas de lixo reciclável por dia contra um total de 9 mil toneladas de lixo residencial comum. Nas cooperativas, os catadores separam, limpam e embalam o material, que depois é revendido -num processo que leva tempo, o que limita a capacidade de receber mais descartes. Até algumas semanas atrás, as empresas levavam o lixo da coleta seletiva diretamente para os aterros destinados ao lixo comum. A prefeitura passou a proibir a entrada dos caminhões de lixo reciclável no aterro, o que não mudou em nada o problema.
FALHAS
Loga e Ecourbis confirmam que têm despejado lixo que foi separado para reciclagem em aterros. A prefeitura admite que há falhas na coleta seletiva e diz que vai multar as empresas. O problema ocorre na cidade inteira, segundo funcionários da Loga e cooperativas ouvidas pela reportagem. "Todo mundo está lotado", confirmou Jacy Cardoso, presidente da Cooperação, grupo de catadores da Vila Leopoldina (zona oeste). Para a presidente, o problema se resolveria se mais cooperativas fossem conveniadas pela prefeitura. "Tinha que ter 62 cooperativas, duas por subprefeitura."São Paulo tem 94 cooperativas de catadores de lixo, mas apenas 17 são credenciadas pelo município. De acordo com o Movimento Nacional dos Catadores, se todas as cooperativas fossem credenciadas, o número de pessoas envolvidas no processo saltaria de 1.000 para cerca de 4.000. O movimento defende que a prefeitura credencie todas as cooperativas, como forma de resolver o problema.
Fonte: Folha de São Paulo, 29/05/2010
E aí pessoal? Leram esta matéria? Gostaria da opinião de vocês para iniciarmos um Fórum de debates sobre o assunto!
ResponderExcluirUm abraço a todos.
Samara
Veja 9 dicas para construir uma casa sustentável
ResponderExcluirCuidados simples, alguns até já praticados, podem fazer diferença na natureza
Mais que uma realidade, cada vez mais a casa sustentável é uma necessidade. Para ficar no dado: a construção civil é o segmento que mais consome matérias-primas e recursos naturais no mundo, de acordo com o Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica (Idhea). Para ficar no positivo: construções sustentáveis podem reverter o quadro de degradação ambiental e preservar os recursos naturais para gerações futuras.
Em tempos de mudanças climáticas, quanto mais opções que poupem o meio ambiente, melhor. E a maioria das inovações não é cara ou dá retorno financeiro a médio e longo prazo, o que pode sensibilizar bolsos mais resistentes.
Confira abaixo nove dicas para construir uma casa ambientalmente amigável. Na maioria, são cuidados simples, alguns que até já são praticados, que podem fazer diferença na natureza.
1.Como se trata de um mercado em constante renovação, informe-se sempre pela internet e com quem trabalha com esse tipo de material quais são as novas tendências
2.Troque os materiais de construção pelos produzidos com baixo custo ambiental. Por exemplo, tijolo de solo-cimento em lugar do tradicional. Pode custar mais, mas dispensa o acabamento com massa corrida, ou seja, o custo fica zero a zero
3.Isole bem a casa, como forma de aproveitar ao máximo a refrigeração e o aquecimento, evitando desperdício
4.Sistemas de captação de energia solar e de água da chuva são mais complexos de serem instalados, mas dão resultados e retorno do investimento a médio e longo prazo
5.Medidores de consumo de água ajudam a controlar e reduzir o consumo
6.Troque lâmpadas comuns pelas fluorescentes, que consomem menos
7.Em vez de ar-condicionado, use ventiladores de teto. Também servem no frio, para movimentar o ar quente concentrado no alto
8.Algo de baixo trabalho e alto rendimento: plantar árvores. Se forem frutíferas, melhor: você pode consumir a produção e até iniciar sua própria horta
9.Dê preferência a utensílios do lar eletrodomésticos com certificados de que não agridem o meio ambiente, como vassouras feitas a partir de mata desmatada legalmente
Jose Roberto